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RECORDES AQUI, RECORDES LÁ
por Rafael Ligeiro/Mundo Ligeiro
São Paulo (BR), 24 Jul 2007
"Recordes existem para serem superados". Esse velho ditado parece ideal em uma época que vemos recordes caírem às dúzias em diversas modalidades dos Jogos Pan-Americanos, realizados no Rio de Janeiro. Contudo, algumas marcas históricas também são batidas além do Atlântico, na Fórmula-1. A principal refere-se ao número de GPs realizados por Rubens Barrichello.
Após receber a bandeirada do Grande Prêmio da Europa em 11° lugar, Rubinho chegou a 243 corridas na categoria. Apenas dois pilotos somam mais provas que o brasileiro em 58 temporadas: Riccardo Patrese (256) e Michael Schumacher (249). No entanto, com a oficialização da permanência de Barrichello na Honda até o fim da próxima temporada, o brasileiro, a salvo alguma catástrofe, irá assumir a ponta entre os pilotos que mais disputaram GPs na Fórmula-1 em 2008. Aliás, até o GP Brasil, último do atual campeonato, Rubinho pode chegar a 250 provas e superar o heptacampeão Schumacher.
De fato, Rubens possui bons motivos para continuar na FIA. Além de garantir ainda sentir muito prazer em pilotar, o paulistano, de 35 anos, busca superar o eterno rival David Coulthard na disputa pelo posto de quarto maior pontuador da Fórmula-1. Com o quinto lugar em Nürburgring, o escocês da Red Bull subiu para 521 pontos, dois à frente do piloto da Honda, que ainda não marcou um mísero pontinho em 2007. Mas outro piloto em atividade promete engrossar brevemente essa disputa: Fernando Alonso.
Em seis temporadas na categoria, Alonso já soma 449 pontos em 98 GPs disputados. Trata-se de uma média de 4,58 pontos por corrida, marca superior a de feras como Alain Prost (4,01) e Ayrton Senna (3,78). Por falar em fera, Nanín superou, apenas nesse ano, os austríacos Niki Lauda e Gerhard Berger, além do finlandês Mika Häkkinen, em número de pontos.
Do outro lado de Woking, Lewis Hamilton ficou fora do pódio e da zona de pontos pela primeira vez em 10 corridas consecutivas. Apesar dos problemas na etapa germânica, Lewis se manteve na dianteira do campeonato com 70 pontos e a espetacular média de sete pontos por Grande Prêmio. Para se ter uma noção do que significa essa marca, Alonso faturou o caneco dos últimos dois campeonatos com marcas bastante semelhantes. Em 2006, foram 134 pontos em 18 GPs - média de 7,45 por etapa. No ano anterior, o espanhol conquistou 133 em 19 provas, mesma média de Hamilton no atual campeonato.
Contudo, vamos ficar atentos. Sabe-se lá se os pilotos da McLaren sofrerão alguma punição pela eventual espionagem a informações da Ferrari. Em resumo, a FIA pode derrubar Alonso, Hamilton e McLaren na classificação, além da matéria desse pobre jornalista - para não afirmar o próprio jornalista...
Se isso acontecer, tudo bem. Levantarei, sacudirei a poeira e darei a volta por cima! Faço novas contas e publico novamente. Aliás, deixo a você um desafio: quantos abandonos nosso gélido colega escandinavo Kimi Räikkönen acumula desde a estréia na Fórmula-1, em 2001? Quem responder corretamente não leva medalha, tampouco sobe ao pódio. Terá coisa melhor: o nome publicado em minha próxima coluna...
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